segunda-feira, 8 de maio de 2017

Apago todas as fotos, mas e teu rosto gravado a ferro na alma. Como faço?


Leia ao som de: 





Talvez você nunca vá ler isso ou talvez se ler, não vá se importar com nenhuma das palavras escritas por mim e eu entendo, lá no fundo, eu entendo. 

Desde que você se foi, é como se tivesse ficado um vazio enorme dentro de mim, impossível de ser preenchido por qualquer outra coisa ou por qualquer outra pessoa. É como se você fosse o encaixe que eu precisasse para me preencher.

Não me preocupo com o dia e nem a forma como eu lido com ele, parece tudo perfeitamente tranquilo, como há tempos não havia, mas então a noite chega e meu bem, a noite é o meu verdadeiro pesadelo e se eu pudesse, pularia a hora de dormir só para que você saísse dos meus pensamentos. É cada lembrança boa que você deixou, é cada sorriso, é cada riso, cada abraço, cada beijo, cada cheiro que você deixou impregnado em mim que a cada dia fica mais difícil de te tirar aqui de dentro e eu tento, eu juro que eu tento.

É uma luta interna diária conseguir dormir, me pergunto porque em seus braços parecia ser tão mais fácil, confortável. Acordar no meio da noite e te observar dormindo foi o verdadeiro ápice da minha vida e talvez eu nunca tivesse te dito isso com medo de te assustar, mas te ter tão perto, com os olhos fechados, enquanto dormia era como se o mundo lá fora já não fizesse diferença alguma para mim, eu desejava pausar aquele momento só para poder te admirar mais um pouco, é tão lindo o jeito que você dorme, tão sereno e provavelmente essa imagem não sairá de minha mente.

Essa saudade maldita que eu tenho de você me mata um pouco a cada novo amanhecer. São tantos planos jogados ao vento, tanta história que nunca chegou a sair do papel, tantas coisas que agora já não passam de mera lembrança. E dói, sabe? Dói tão profundo que eu preferia ser atropelada a sentir essa dor. 

Queria poder te apagar da minha vida feito como apagamos as fotos, mas você foi gravado a ferro na alma.

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